Mercado pet chileno cresce em posse, mas recua em novos tutores
Os países latino-americanos vivem um momento de rápida expansão do mercado pet, principalmente a partir da década de 2020. Países como Brasil, México e Argentina lideram os índices na região.
O cenário no Chile segue a mesma lógica e o país se posiciona com um dos principais mercados para o setor na América Latina. Em 2025, o número de adultos chilenos com animais de estimação chegou à inédita marca de 75%, um aumento de 9% na comparação com 2024 (66%)
Pesquisa realizada em agosto do ano passado pela Cadem revelaram que o mercado pet do país vive um cenário mais instável do que o de seus vizinhos. Enquanto os números de domicílios com pet já representam 86%, o chileno se mostra menos interessado em se tornar tutor.
A intenção de adoção caiu de 74% para 48%, refletindo barreiras como custos elevados e limitações de espaço.
Cães lideram, mas gatos ganham espaço
A pesquisa revela que 70% dos tutores têm cachorros em casa, ante 50% de pessoas que convivem com gatos.
Em números absolutos, são cerca de 8,3 milhões de cães contra 4,1 milhões de gatos. Ainda assim, o avanço felino reforça a tendência global de “gatificação”, reduzindo a diferença entre as espécies ao longo dos últimos anos.
Mesmo com números bem inferiores, os gatos seguem impulsionando o mercado nacional. Em seis anos, a diferença entre gatos e cachorros totais caiu de 37% para 19%.
Alimentação como líder de gastos
No país, o consumo mensal com pets gira em torno de R$ 733, sendo que a alimentação ainda representa a maior parte dos gastos, com R$ 203,04 mensais.
Despesas veterinárias representam também uma parte significativa do orçamento destinado aos animais (cerca de R$ 171,18), seguidas por serviços estéticos (R$ 128,52), produtos de higiene (R$ 115,83) e, por fim, suplementos médicos (R$ 114,75).
Tutores cada vez mais dispostos a gastar
Mesmo com a desaceleração na entrada de novos tutores, o mercado avança em ticket médio e sofisticação do consumo, com foco em qualidade, conforto e saúde.
Em um ano, o número de tutores dispostos a gastar com planos de saúde veterinários aumentou de 41% para 55%.
Outro serviço que registrou uma crescente foi o funerário. Cerca de 55% dos tutores demonstraram disposição em pagar serviços funerários, e 38% sinalizaram positivamente para cemitérios de animais. “O interesse em planos de saúde e serviços funerários revela um mercado emergente, ainda pouco desenvolvido no Chile”, revela a Cadem.
De acordo com a Xbrein, empresa de inteligência de dados, o número de estabelecimentos pet no Chile cresceu 35% em quatro anos, chegando a cerca de 3.400 unidades.
Esse movimento tende a favorecer empresas posicionadas em produtos premium, saúde e serviços especializados.
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