Venda clandestina de sangue de gatos leva MP a denunciar cinco pessoas em SP
9/16/2026

Venda clandestina de sangue de gatos leva MP a denunciar cinco pessoas em SP

Dois médicos veterinários estão entre os investigados por maus-tratos e associação criminosa; segundo a Polícia Civil, grupo coletava sangue de animais de forma irregular e comercializava o material O Ministério Público (MP) denunciou cinco pessoas, incluindo dois médicos veterinários, por maus-tratos a animais e associação criminosa na segunda etapa da investigação sobre a venda clandestina de sangue de gatos em Monte Alto (SP). Segundo a Polícia Civil, o grupo captava animais, realizava coletas de sangue de maneira clandestina e posteriormente comercializava o material de forma irregular. As investigações apontam que a atuação ocorria em Monte Alto, São José do Rio Preto (SP), Mirassol (SP), Catanduva (SP) e região. De acordo com o delegado Marcelo Lourenço dos Santos, responsável pelas duas fases da investigação, os cinco envolvidos foram indiciados em um segundo inquérito, concluído na semana passada. A acusação de maus-tratos foi feita por seis vezes, correspondendo a um caso para cada animal envolvido. Segundo o delegado, o processo agora está sob análise da Justiça, onde os acusados terão a oportunidade de apresentar suas defesas. Na primeira fase da investigação, realizada em outubro de 2025, três pessoas foram presas em flagrante. Posteriormente, porém, as prisões foram revogadas pela Justiça e os investigados permanecem em liberdade. Conforme informou a Polícia Civil, entre as pessoas denunciadas estão uma médica veterinária de São José do Rio Preto, um médico veterinário ligado a um banco de sangue animal e um lavrador de Monte Alto. A polícia não informou o perfil dos outros dois denunciados. Ainda segundo a corporação, a investigação identificou que os integrantes do grupo desempenhavam funções distintas, que iam desde o financiamento e a coordenação das atividades até a captação dos animais e a realização das coletas. Não foi informado, entretanto, qual função especificamente é atribuída a cada um dos investigados. Segundo o delegado, nesta segunda fase não foram cumpridos mandados de busca e apreensão. De acordo com a Polícia Civil, entre as provas reunidas estão laudos periciais, análises de celulares, documentos financeiros e depoimentos. Ainda conforme o delegado, a investigação concluiu que o grupo mantinha uma atuação estável e permanente. Para a polícia, essa característica configura associação criminosa. De acordo com a Polícia Civil, o Ministério Público afirmou na denúncia que a atividade não representava um episódio isolado, mas sim uma prática permanente e organizada. Segundo a corporação, a promotoria entendeu que essa característica é incompatível com benefícios previstos para infrações de menor gravidade.
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