Consolidação do varejo pet muda modelo de negócios das distribuidoras
6/2/2026

Consolidação do varejo pet muda modelo de negócios das distribuidoras

O avanço da consolidação no varejo pet começa a redesenhar o papel das distribuidoras no Brasil. Com grandes redes ampliando presença regional, fortalecendo poder de negociação e investindo em tecnologia, o setor passa a exigir uma atuação mais técnica, consultiva e orientada por dados das empresas de distribuição. A avaliação é de Diego Câmara, presidente da Andipet, que vê uma mudança estrutural no modelo de negócios da distribuição pet. Segundo ele, o espaço agora está nos distribuidores capazes de oferecer inteligência comercial, suporte operacional e apoio estratégico ao pequeno varejo. Distribuição deixa de ser apenas logística Na visão do executivo, o modelo tradicional baseado apenas em entrega e volume perde força diante da nova dinâmica do mercado. “O distribuidor precisa ser parceiro do negócio. Ou seja, ajudar o varejo a vender, comprar, expor e treinar melhor, além de proteger sua margem”, afirma. Isso inclui: Segundo Câmara, a pergunta deixou de ser apenas “quanto comprar” e passou a envolver eficiência operacional e rentabilidade. Consolidação acelera pressão competitiva O movimento acompanha o avanço das grandes redes pet nos últimos anos, marcado por expansão regional, aquisições e ganho de escala. Com maior acesso a capital, tecnologia e negociação direta com a indústria, os grandes grupos aumentam a pressão sobre distribuidores e varejistas independentes. Ao mesmo tempo, a padronização operacional das grandes operações abre espaço para atuação mais próxima e personalizada junto ao pequeno varejo. “Há milhares de pet shops, clínicas veterinárias, agropecuárias e lojas de bairro espalhadas pelo país. Muitos desses estabelecimentos não conseguem ser atendidos com a mesma eficiência pelos grandes grupos”, afirma Câmara. Distribuidor mantém papel estratégico na cadeia A expansão das grandes contas também reacendeu discussões sobre vendas diretas da indústria para grandes varejistas. Embora reconheça o avanço desse modelo, a Andipet avalia que a distribuição segue relevante para garantir cobertura comercial, presença regional e execução no varejo independente. “O distribuidor não pode ser tratado como custo intermediário. Ele é infraestrutura comercial do setor”, afirma o executivo. Interior ganha relevância, mas capitais seguem estratégicas Com maior disputa nas capitais, parte das distribuidoras passou a olhar para cidades do interior como oportunidade de crescimento. Segundo Câmara, o movimento faz sentido, mas abandonar grandes centros seria um erro estratégico. “O interior exige capilaridade, logística, relacionamento e conhecimento regional. Mas nas capitais também há milhares de pequenos e médios varejistas que precisam de apoio, agilidade e atendimento consultivo”, afirma. Margem vira principal desafio da distribuição A pressão sobre rentabilidade aparece hoje como uma das principais preocupações do setor. Com grandes redes operando em escala elevada e negociando preços mais agressivos, distribuidoras enfrentam dificuldade crescente para preservar margem. Segundo a Andipet, isso exige gestão mais técnica e acompanhamento constante de indicadores como: “Não dá mais para vender tudo para todos do mesmo jeito”, afirma Câmara. Tecnologia e dados entram no centro da operação A digitalização também muda de papel dentro da distribuição pet. Mais do que venda online, o setor passa a incorporar: Para a entidade, a distribuição segue indispensável dentro da cadeia pet, mas o valor entregue passa a depender cada vez mais de inteligência operacional e capacidade consultiva.
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